Reserva Natural Estuário do Tejo
Abrange extensa superfície de águas
estuarinas, os mouchões da Póvoa, do Lombo do Tejo, das
Garças e de Alhandra bem como o sapal de Pancas, este último
sulcado por uma teia de calas e canais, atravessado pelo rio Sorraia e ladeado
por pequenas áreas de montado e pinhal manso.
O essencial do coberto vegetal é dominado pela mancha
de sapal, traço de união entre as águas e a
superfície emersa.
O estuário do Tejo funciona como local de cria para
peixes, caso do Linguado e do Robalo. Dentre as espécies
sedentárias tipicamente estuarinas salientam-se o Caboz-de-areia e o
Camarão-mouro. Para peixes migradores como a Lampreia, a Savelha e a
Enguia o Tejo é local de transição entre o meio marinho e
o fluvial.
Esta zona húmida é um área de
eleição, em termos de invernada, para diversas espécies da
avifauna. Nela se concentram, durante a estação fria, largos
milhares de aves aquáticas de diversas espécies, nomeadamente o
Alfaiate. Bandos de anatídeos nidificam na lagoa do Mouchão do
Lombo do Tejo.
O Flamingo e o Ganso-bravo-comum, com
populações variáveis, também frequentam estas
paragens. Passeriformes fazem aqui escala nas suas migrações
transarianas.
Finalmente, não é demais salientar que Lisboa
é a única capital europeia a possuir, diante de portas, uma
reserva natural desta importância.
|