Reserva Natural Paul de Arzila
Na margem esquerda do Rio Mondego e ocupando parte do curso
da Ribeira de Cernache, é uma pequena zona húmida em que o
essencial da cobertura vegetal é constituído por bunho,
caniço e tábua.
Antes do seu encanamento artificial, o rio Mondego
apresentava um curso caprichoso espraiando-se através de um emaranhado
de ramificações por toda a lezíria.
Com o tempo, os pequenos afluentes sofreram do mesmo
processo de enchimento da planície e alguns fizeram-se pauis.
O Paul de Arzila, na margem esquerda do Rio Mondego e
ocupando parte do curso da Ribeira de Cernache, é uma pequena zona
húmida em que o essencial da cobertura vegetal é
constituído por bunho, caniço e tábua.
Nas valas crescem o Lírio-amarelo e a
Erva-pinheirinha e nas suas margens surgem choupos e salgueiros. Em redor
há manchas de pinheiro e eucalipto.
O paul alberga uma variada população de aves
onde se incluem núcleos reprodutores de Garça-vermelha e
Garça-pequena.
É importante zona de passagem outonal para migradores
passeriformes e de nidificação de aves de caniçal
registando também a presença de limícolas e
anatídeos.
Dentre os mamíferos destaca-se a Lontra. Abundam
anfíbios como a Rã-verde e a Rela; estão presentes
répteis como o Lagarto-de-água e, nas valas, ocorrem diferentes
espécies de Ciprinídeos. Nesta região, devem ainda
assinalar-se os pauis da Madriz, em Alfarelos, e do Taipal, em
Montemor-o-Velho, este último um antigo arrozal, ambos de
composição florística e faunística próxima e
integrados no sistema de zonas húmidas do Baixo Mondego. |